LE SOMMET
Théâtre Vidy-Lausanne (Suíça)
Encenação Christoph Marthaler
| Sexta-Feira 17 Julho — 21H30 | ||||
| Sábado 18 Julho — 18H00 | Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada | Sala Principal M/12 | ||
PT Um grupo de seis pessoas encontra-se encerrado numa enorme caixa de madeira, que parece ser uma cabana ou um abrigo no cume de uma montanha, situado a uma altitude indeterminada. Um lugar indefinido. Mas a natureza exacta deste espaço acaba por não ter grande importância: o que realmente vai importar é a atmosfera de isolamento que cria. Isto porque estas seis personagens estão muito perto umas das outras e, simultaneamente, muito longe. Falam italiano, alemão, inglês (da Escócia) e francês, mas será que conseguem entender-se?
O encenador suíço Christoph Marthaler (n. 1951) regressa ao Festival — a última vez foi em 2022, com Aucune idée — e traz-nos novamente uma obra sobre a incomunicabilidade entre os humanos. Marthaler foi oboísta e flautista antes de estudar teatro (o seu percurso deve tanto ao dadaísmo quanto a Schubert ou a John Cage), de modo que o canto e a música são dois elementos essenciais nas suas peças. Esta criação, plena de humor, revela que a música pode muito bem constituir uma linguagem alternativa quando se instalam a falta de entendimento, a oposição e a dissonância. Em alemão (a língua materna de Marthaler, que nasceu no cantão de Zurique), o título desta peça é Gipfel, um termo que pode ser traduzido como ‘cume’, no sentido de ser o vértice de uma montanha, mas também como ‘concílio político importante’, e ainda ‘croissant’. À imagem de muitos outros espectáculos deste encenador, as respostas às múltiplas perguntas que nos vão surgindo ao longo da peça jamais pretendem ser claras, nem definitivas.
EN A group of six people enters a huge wooden box, in what appears to be a hut or a shelter, on a mountain summit at an unknown altitude. An undefined place. But the exact nature of this space ultimately matters little: what really matters is the atmosphere of isolation it creates. Because these six characters are very close to one another and, at the same time, very far apart. They speak Italian, German, English (from Scotland) and French — but will they be able to understand each other? Swiss director Christoph Marthaler returns to Festival de Almada and once again brings us a play about the inability of human beings to communicate..
| Língua Multilingue, com legendas em português | Duração 1H50 |
| Título Traduzido O cume | Co-apresentação Teatro Nacional D. Maria II |
| Intérpretes Liliana Benini, Charlotte Clamens, Raphael Clamer, Federica Fracassi, Lukas Metzenbauer, Graham F. Valentine Dramaturgia Malte Ubenauf (com a colaboração de Éric Vautrin) Cenografia Duri Bischoff | Figurinos Sara Kittelmann Luz Laurent Junod Som Charlotte Constant Direcção dos Ensaios Musicais Bendix Dethleffsen, Dominique Tille Maquilhagem e Perucas Pia Norberg |
FOLHA DE SALA

