SÓ MAIS UMA GAIVOTA
Formiga Atómica (Portugal)
Texto Inês Barahona & Miguel Fragata
Com excertos de A gaivota de Anton Tchecov
Encenação Miguel Fragata
| 13, 15, 17 Julho 21H30 | Fórum Municipal Romeu Correia, Almada | Auditório Fernando Lopes-Graça M/12 | ||
PT É Só mais uma gaivota numa edição do Festival que apresenta várias! São muitasas gerações que dialogaram e continuam a dialogar com Tchecov. Como é habitual nos trabalhos da Formiga Atómica, esta obra (estreada em Novembro de 2025) originou diversos objectos paralelos: a conferência Bandos de gaivotas; a leitura encenada Uma gaivota comme il faut; a exposição Diverse Laridae (resultado do desafio lançado a cinco artistas para trabalharem sobre A gaivota e a sua pertinência no presente) e, por último, o documentário Gaivotas em terra, que resultou de um conjunto de entrevistas a cada um dos actores que fizeram parte da montagem da peça final do curso de Miguel Fragata, na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, no Porto, em 2005. Nesse filme confrontam-se as expectativas dos colegas do criador: as de há 20 anos face ao futuro, e as da realidade de hoje.
No final da obra de Tchecov, a personagem do escritor Konstantin Gavrilovitch Tréplev, Kóstia para os mais próximos, mata-se com um tiro. Aqueles jovens de 2005 partilhavam com essa personagem muitas expectativas e angústias em relação ao seu futuro enquanto artistas. Vinte anos depois, Fragata parte em busca do destino dos seus colegas e recupera fiapos das personagens, procurando imaginar a continuação do IV Acto do texto de Tchecov. A partir de um terreno híbrido, feito de ficção e realidade, este espectáculo entrelaça as histórias destes artistas feitos personagens e vai para lá do ‘fim’ que o dramaturgo russo deu à sua peça.
EN It’s One More Seagull in a Festival with plenty of them! Many generations have engaged with Chekhov and continue to do so nowadays. As is customary in the shows by Formiga Atómica, this creation originated several parallel projects. Miguel Fragata made a series of interviews with each of the actors who took part in the final production of his theatre course — The Seagull — at the Superior School of Music and Performing Arts of Oporto, in 2005. Twenty years later, he set out in search of his colleagues’ destinies and recovered fragments of Chekhov’s characters, seeking to imagine the continuation of Act IV of his play.
| Língua Português | Duração 1H30 |
| Tradução de A gaivota Fiama Hasse Pais Brandão Interpretação Miguel Fragata Assistência de Encenação Beatriz Brito Música Original Hélder Gonçalves, excepto Love Will Tear Us Apart | Cenografia Fernando Ribeiro Figurinos José António Tenente Desenho de Luz Rui Monteiro Desenho de Som Nelson Carvalho |
FOLHA DE SALA

