ANSIOLITICAMENTE FALANDO
Razões Pessoais (Portugal)
Texto e Encenação Raquel Castro
Com excertos de A gaivota, de Anton Tchecov
| Domingo 05 Julho — 16H00 | ||||
| Terça-Feira 07 Julho — 21H30 | ||||
| Quarta-Feira 08 Julho — 19H00 | Academia Almadense, Almada | Auditório Osvaldo Azinheira M/12 | ||
PT É impossível fugir de Tchecov e é impossível fugir de si mesma: Raquel Castro pega n’A gaivota e viaja até à sua auto-ficção. Em cena está uma encenadora a ensaiar um espectáculo e há um jogo com ensaios, bastidores e palcos. Em linha com os seus espectáculos anteriores — A morte de Raquel e As Castro —, também eles alicerçados na dor e no medo da perda, esta criação fala-nos da impossibilidade de parar e de uma geração de artistas precários, emocionalmente em perigo. “A ansiedade é uma coisa transversal a todos os sectores da sociedade e está muito presente na nossa geração. Tento dramatizar e representar aqui a dificuldade que há em gerir uma série de coisas na vida, seja pelo excesso de solicitações, de necessidade de resposta, ou de pressão para não falhar — uma ansiedade mais estilhaçada pelas várias esferas da vida a que também eu não escapo”, afirmou Castro numa entrevista com a escritora Joana Bértholo.
Em palco ouve-se: “É impossível adivinhar o que vai na cabeça da outra pessoa, quão profundo é o abismo interior de cada um”. Raquel escolheu trabalhar e criar objectos artísticos a partir da exposição de inquietações suas. O teatro é o seu meio: “Acho que o teatro é necessário, reflecte sempre o que se passa no mundo. É um sítio que ainda pode servir para uma reflexão conjunta, onde podemos partilhar um tempo e um espaço comuns, coisa raríssima hoje em dia. Se no século XXI fazemos peças do século XIX é porque, de alguma forma, essas peças falam connosco”.
EN It is impossible to escape Chekhov, and it is impossible to escape oneself: Raquel Castro takes The Seagull and journeys into her own autofiction. “Theatre is necessary”, she says, “since it always reflects what is happening in the world. It is still a shared reflection space, something extremely rare these days. If, in the 21st century, we are staging 19th century plays, it is because, in some way, those plays speak to us”. On stage she is a theatre director rehearsing a play. In line with her previous shows, which are also rooted in the pain and fear of loss, this creation deals with the impossibility of stopping, in a generation of precarious and anxious artists.
| Língua Português | Duração 1H40 |
| Tradução de A gaivota António Pescada Intérpretes Paulo Pinto, Pedro Baptista, Joana Bernardo, Sara Inês Gigante, Raquel Castro Apoio à Criação Sara Inês Gigante Apoio à Dramaturgia Pedro Gil Assistente de Encenação Pedro Russo Luz Tiago Coelho | Cenografia Joana Subtil Som Miguel Caldeira Baterista Miguel Sobral Curado Direcção de Produção Ana Gusmão Gestão e Administração Mariana Venes Operação de Luz e Som Ana Carocinho Produção Executiva Rafael Ayres |
FOLHA DE SALA
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