LA MOUETTE
Théâtre-Studio (França)
Texto Anton Tchecov
Encenação Christian Benedetti
| Sábado 18 Julho — 22H00 | Escola D. António da Costa, Almada | Palco Grande M/12 | ||
PT O mestre dramaturgo (e médico) Anton Tchecov (Rússia, 1860-1904) escreveu, em 1895, Чайка (que pode ser escrito e lido como Tchaika). Esta palavra significa ‘gaivota’ mas também pode querer dizer ‘sonhos desfeitos’. Sobre esta peça emblemática, afirmou o próprio autor: “Estou a escrever, não sem algum prazer, uma peça que vai contra todas as regras da dramaturgia. Quatro papéis femininos e cinco masculinos, uma vista para um lago, muita conversa sobre literatura e arte, pouca acção e cinco toneladas de amor”. Para Christian Benedetti (França, 1958) — actor, encenador, e director do Théâtre Studio, em Alfortville, desde 1997 — esta obra consiste num “regresso a casa”, e é por isso que volta constantemente a ela.
Ao longo desta edição do Festival, A gaivota estará muito presente. Esta obra representou no final do século XIX uma verdadeira revolução literária e teatral, e continua a ser um dos textos essenciais da dramaturgia e da literatura mundiais. Na programação deste ano são três as peças que a tomam como ponto de partida: que a relêem, que a adaptam. Assim sendo, nada mais lógico do que encerrar o Festival com La mouette. Redescobriremos neste espectáculo a obra-prima de Tchecov com uma urgência de modernidade radical: um palco despido (sem cenário, apenas com alguns movéis e adereços necessários para o sentido), o mesmo acontecendo com os figurinos: apenas alguns elementos. Diz-nos Benedetti: “Tchecov questiona as nossas capacidades, os nossos meios e as nossas obrigações; questiona a construção ou a destruição do lugar do espectador”. E por isso decidiu iluminar tanto a plateia como o palco: o espectador não será apenas aquele que observa, passando dessa forma a participar também na história.
EN The Russian master playwright Chekhov wrote Чайка (pronounced Tchaika) in 1895. This word means ‘seagull’, but it also means ‘shattered dreams’. For director Christian Benedetti, his creation consists of a “homecoming”, which is why he keeps returning to this play for years. Throughout this edition of Festival de Almada, The Seagull will be in evidence. On this show we’ll rediscover Chekhov’s masterpiece urging for modernity: we are given a bare stage (almost without a set, having only a few lamps and school chairs), and the same applies to the costumes (actors play in jeans). Benedetti says: “Chekhov questions the construction or destruction of the spectator’s place”. That is why he decided to light up the venue: the spectator is not merely one who observes, but he thus becomes a participant in this story.
| Língua Francês, com legendas em português | Duração 1H45 |
| Título Traduzido A gaivota | Apoio Institut Français du Portugal |
| Intérpretes Brigitte Barilley, Christian Benedetti, Leslie Bouchet, Julien Bouanich, Olivia Brunaux, Thomas Chimot, Philippe Crubézy, Daniel Delabesse, Alain Dumas, Florent Masse, Hélène Stadnicki | Adaptação da tradução de Elsa Triolet (versão de 1895) Brigitte Barilley, Christian Benedetti, Laurent Huon Assistência de Encenação Salomé Lemire |
FOLHA DE SALA

