MARIUS
COMPAGNIE LOUIS BROUILLARD (França)
Criação JOËL POMMERAT livremente inspirada na peça de MARCEL PAGNOL
em colaboração com CAROLINE GUIELA NGUYEN & JEAN RUIMI
| DOMINGO 13 JULHO — 21H30 | ||||
| SEGUNDA-FEIRA 14 JULHO — 19H00 | TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE, ALMADA | SALA PRINCIPAL M/12 | ||
PT Este espectáculo nasceu do encontro do prestigiado dramaturgo e encenador francês JOËL POMMERAT (n. 1963) — que já apresentou no Festival criações como Círculos/Ficções, Pinóquio e A reunificação das duas Coreias — com Jean Ruimi, um homem condenado a uma longa pena de prisão. Em 2014, no seguimento de uma experiência teatral anterior com outros reclusos, Ruimi deu entrada na penitenciária de alta segurança de Arles, na Provença, mostrando interesse em montar um grupo de teatro. A directora da prisão decide então pôr a arte e a cultura no centro da vida prisional, e convida Pommerat para dirigir esse projecto.
No ano seguinte o grupo apresenta a sua primeira criação, e a vontade de ir mais além foi evidente para todos. Sob a direcção do encenador, os detidos começam então a ensaiar Marius, do dramaturgo francês Marcel Pagnol (1895-1974). Nas palavras de Pommerat, “o nosso projecto partiu do seguinte princípio: tomar uma liberdade total em relação à obra original, mas mantermo-nos fiéis a ela. Adaptar, reescrever, mas não trair”. A peça foi adaptada para o contexto dos dias de hoje (o texto original passa-se no período entre guerras) mas a cidade de Marselha manteve-se, uma vez que muitos dos intérpretes a conheciam bem. Pommerat acabou por criar um texto com perguntas “mais amargas e violentas” do que as da peça original: “Há uma certa leveza no texto da qual senti que era preciso livrar-me”, explicou ao Le Monde. “Quando se trabalha numa prisão, é fundamental denunciar as formas de violência que marcam a vida das pessoas que lá vivem”.
EN Marius results from the encounter between the renowned French theatre director Joël Pommerat with Jean Ruimi, a man condemned to a long prison sentence. In 2014, Pommerat began to work regularly with a group of prisoners at a high-security prison in Arles, Provence. The original play by Marcel Pagnol was adapted to the present day. Pommerat wanted to create a text with “more bitter and violent” questions than those of the original play, because “when you work in a prison, you have an interest in denouncing the violence that marks the lives of the people living there”.
| Língua FRANCÊS, COM LEGENDAS | Duração 1H15 |
| Apoio INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL |
| Interpretação DAMIEN BAUDRY, ÉLISE DOUYÈRE, MICHEL GALERA, ANGE MELENYK, REDWANE RAJEL, JEAN RUIMI, BERNARD TRAVERSA, LUDOVIC VELON Assistência de Encenação LUCIA TROTTA, GUILLAUME LAMBERT Cenografia e Desenho de Luz ÉRIC SOYER Figurinos ISABELLE DEFFIN Adereços FRÉDÉRIQUE BERTRAND Criação Sonora PHILIPPE PERRIN, FRANÇOIS LEYMARIE | Assistência de Som DAVID CHARIER Operação de Som PHILIPPE PERRIN, FANY SCHWEITZER Operação de Luz JEAN-PIERRE MICHEL Direcção de Cena LUDOVIC VELON Construção do Cenário THOMAS RAMON – ARTOM Operação de Legendas JORGE TOMÉ, JÉRÔME GUIMON DE L’ASSOCIATION ENSUITE |
FOLHA DE SALA


