HISTORY OF VIOLENCE
SCHAUBÜHNE BERLIN (Alemanha)
Texto ÉDOUARD LOUIS numa versão de THOMAS OSTERMEIER, FLORIAN BORCHMEYER, ÉDOUARD LOUIS Encenação THOMAS OSTERMEIER
| QUARTA-FEIRA 09 JULHO — 21H30 |
| QUINTA-FEIRA 10 JULHO — 19H00 | TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE, ALMADA | SALA PRINCIPAL M/12 |
PT Praça da República, Paris, quatro da manhã: depois de um jantar de Natal Édouard é abordado por Réda. Esta é a crónica de um encontro inesperado entre um jovem escritor e um homem de origem cabila, numa noite de sexo que termina em violação e tentativa de homicídio. Um relato perturbador de violência estrutural e racismo.
Um só espectáculo, vários regressos esperados: a história autobiográfica de ÉDOUARD LOUIS (n. 1992, conceituado escritor francês, Prémio Goncourt – Primeiro Romance em 2014), pela SCHAUBÜHNE BERLIN (que já apresentou no Festival peças como Miss Julie e öedipus), com THOMAS OSTERMEIER (n. 1968), director da companhia, a realizar uma adaptação extremamente tensa, estruturada em forma de mosaico (na qual é constante a omnipresença do ódio à diferença, social ou sexual). Quatro actores interpretam mais de 10 personagens, através de ‘cortes’ súbitos, permitindo que a acção passe instantaneamente de uma cena para outra, de uma personagem para outra — uma técnica que Ostermeier tem aperfeiçoado e que obedece, nesta criação, à estrutura fragmentada do romance de Louis e à sua polifonia. Aquando da criação do espectáculo, o escritor esteve presente nos ensaios, dando o seu contributo. A acompanhar os actores está um baterista, o centro rítmico da peça. O êxito da estreia de História da violência, em 2018, foi tal que a Schaubühne mantém esta criação no seu reportório desde então. Dois anos depois Ostermeier abordou de novo Édouard Louis, encenando Quem matou o meu pai, um texto apresentado no Festival de Almada 2021 com encenação de Ivo van Hove.
EN History of Violence is the chronicle of an unexpected encounter between a young writer and a man of Kabyle origin, in a night of sex that ends in brutality. This play gives account of the disturbing panorama of structural violence and deep-rooted racism in our societies. This is also the autobiographical story of Édouard Louis, in a Schaubühne Berlin’s creation. Thomas Ostermeier makes an extremely tense adaptation, structured in the form of a mosaic that maintains the fragmented structure of the narrative of Louis’s novel and the polyphony of its voices.
| Língua ALEMÃO, COM LEGENDAS | Duração 2H15 |
| Interpretação CHRISTOPH GAWENDA, LAURENZ LAUFENBERG, RENATO SCHUCH, ALINA STIEGLER Músico THOMAS WITTE Assistência de Encenação DAVID STÖHR Adereços e Cenografia NINA WETZEL | Música NILS OSTENDORF Vídeo SÉBASTIEN DUPOUEY Dramaturgia FLORIAN BORCHMEYER Desenho de Luz MICHAEL WETZEL Assistência à Coreografia JOHANNA LEMKE |
FOLHA DE SALA


